quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CISTO DE PLEXO CORÓIDE

O plexo coróide tem origem na parede lateral do ventrículo cerebral por volta da 6ª semana de gestação. Durante seu desenvolvimento, ocorre uma transformação do neuroepitélio de revestimento de pseudo-estratificado para cuboidal colunar. Nesse processo de maturação, pode ocorrer a formação de área cística chamada de cisto de plexo coróide. A maioria de cisto de plexo coróide pode ser diagnosticada entre a 13ª e a 18ª semana de gestação, ocorrendo frequentemente regressão espontanea após a 28ª semana, quando diminui a proliferação e há redução do estroma.Quando não ocorre a involução espontânea, o CPC pode manter ou mesmo aumentar de tamanho durante a gravidez. A depender das dimensões, pode ocorrer o deslocamento dos tecidos adjacentes e obstruçõ do fluxo liquórico. No pós-natal, podem se desenvolver sintomas neurológicos focais e crises de epilepsia.
Atualmente com utilização de equipamentos de alta resolução, é possível diagnosticar CPC já no final do primeiro trimestre, na época da realização da translucência nucal, entre 12 e 14 semanas de gestação.
Para fins de acurácia diagnóstica, o tamanho do CPC deve ser de no mínimo 2,5 até 22 semanas e 2 mm após esse período.
A trissomia do 18 é uma condição letal que invariavelmente está associada á inumeras mal formações, detectáveis pela ultrasonografia, em 80 a 90% dos casos. A possibilidadade de CPC isolada deve ser o único achado da trissomia do 18 é praticamente impossível, fato que não justicaria a indicação de cariotipagem fetal em casos de CPC isolada.
As características do CPC, tais como tamanho, bilateralidade ou tempo de permanência, parecem não influenciar a possibilidade de aneuploidias.

CONDUTA
No período pré-natal, a presença de CPC isolada não indicaria avaliação cromossômica. Quando o CPC está associado a idade materna superior a 35 anos, ou a outros marcadores, seria aconselhavel o estudo do cariótipo fetal.
Um aspecto fundamental frente ao achado de CPC é a realização da ultrasonografia morfológica do feto , de modo a excluir as possíveis anomalias estruturais associadas.Tratando-se de CPC isolado, é importante tranquilizar o casal, enfatizando que a condição é uma variante da normalidade anatômica.
No período pós-natal, quando não há regressão ou existem sinais ou sintomas neurológicos decorrentes do tamanho do cisto, pode ser necessária intervenção cirúrgica , seja por fibroscopia ou por craniotomia.

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